Historial – Banda Municipal Paulense

A 4 de Setembro de 1874, na freguesia do Paul do Mar, nasceu uma Banda de música, sob o nome de “Banda Philarmónica Paulense”. Não se sabe ao certo como surgiu a ideia de formar uma Banda, mas parece que tudo teve início numa reunião familiar, visto que todos os membros fundadores pertenciam à mesma família.
Os membros fundadores da Banda foram Manuel Gonçalves Jardim, mestre Arsénio Gonçalves Santana (primeiro maestro da Banda) e o senhor Santana (primeiro presidente da Banda). O primeiro Presidente e também primeiro Maestro da Banda foi Arsénio Santana, que depois passou o testemunho para Arseninho (seu filho). A este seguiram-se os maestros António Coito, Manuel Bernardo Coito Andrade, António Coito, Manuel Balelo (Teixeira) e João Pedro Gomes Fernandes.
A exemplo da direção artística da Banda que se manteve ao longo dos anos num único núcleo familiar, o dos Santanas e Coitos, também o corpo diretivo viria a ter uma grande componente familiar através das famílias Santana, Coito e Abreu dos Santos, facto que fomenta a continuidade da Banda, mesmo passando por várias circunstâncias adversas.
Segundo Luíza Clode, muitos instrumentos foram oferecidos por um Príncipe russo, no entanto os fundos para a manutenção da Banda, eram provenientes dos Amadores da Banda. Os Amadores tinham uma quota fixa (2$50 em 1950), mas em caso de necessidade, eles davam mais dinheiro e em contrapartida a Banda tinha de ir à casa destes, na primeira oitava de Santo Amaro e aos serviços fúnebres, destes ou pessoa da família, como forma de agradecimento aos Amadores da Banda pela sua generosidade.
A partir de 1991 esta Banda passou a chamar-se de Banda Municipal Paulense.
A Banda teve sempre muitas atuações, tanto em arraiais como em cerimónias fúnebres, casamentos, aniversários, entre outros. As deslocações eram feitas com muitas dificuldades, pois tinham de se deslocar a pé pelas veredas, quando se tratava de atuações no Concelho da Calheta ou nos Concelhos vizinhos e através de barco, para lugares como, Porto Moniz, Seixal, Funchal, Câmara de Lobos e Porto Santo (numa viagem feita a 12 de Junho de 1946 e outra entre os dias 7 e 15 de Agosto de 1973 para as Festas da “Senhora da Piedade e da Nossa Senhora da Graça”).
Ao longo dos tempos a Banda Municipal Paulense sentiu dificuldades, algumas vezes, chegando a se encontrar em perigo de extinção, devido à emigração. À procura de melhores condições de vida, quase todos os elementos da Banda emigram (Panamá, Samoa, México, Estados Unidos, Venezuela, Equador, Africa do Sul, Austrália e mais recentemente para a Inglaterra) e assim sendo a Banda está em constante renovação e tem sempre uma média de idades muito nova. Ao longo dos anos Câmara Municipal da Calheta tem dado apoios que são direcionados para a Escola de Formação da Banda, fardamento dos elementos e aquisição e manutenção de instrumentos musicais, com o intuito de dar continuidade a este serviço prestado, e contribuir para a evolução e constante renovação da Banda.
No centenário da Filarmónica, foi criado um Hino da autoria do mestre António Coito. No dia 5 de Outubro de 2010, às 10:30 horas, participou nas Comemorações do Centenário da República (1910-2010) tocando o Hino Nacional (A Portugueza).
De salientar, que que até aos dias de hoje, no dia 1 de Dezembro (Dia da Restauração) e no 1º dia do Ano, a Banda sai às ruas da freguesia do Paul do Mar, logo pela manhã, para assinalar esses dias festivos.

Bibliografia:
Freitas, Manuel Pedro, Girão Vol II nº5, 2º Semestre/ 2009.
FRANCO, João Elias Domingues (2011); Bandas Filarmónicas Portuguesas, Vila Praia de Âncora : ANCORENSIS;
SARDINHA, Vítor e CAMACHO, Rui (2001); Rostos e Traços das Bandas Filarmónicas Madeirenses, Funchal: Direção Regional dos Assuntos Culturais e Associação Musical e Cultural Xarabanda;
Página de facebook da Banda Municipal Paulense, consultada a 25 de novembro de 2018 www.facebook.com/Banda Municipal Paulense

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